sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SENAC desconhece valor do diploma de jornalista e lança curso de fotojornalismo

 A crise do diploma dos Jornalistas chega numa fase crítica, tendo em vista o curso de Fotojornalismo que o SENAC oferta. Já procurei o Sindicato dos Jornalistas do Estado de Alagoas (Sindjornal), alertando sobre a existência desse curso. Uma suposta equipe de sindicalistas visitou a instituição e responderam-me que não é intenção do SENAC prontificar os formando desse curso às redações dos jornais. Além do constrangimento profissional que sinto, muitas dúvidas pairam sobre a possível inserção desses novos formandos, com salários bem inferiores aos que os jornalistas muito lutaram para conquistar; também sobre a qualidade de aprendizado, sobre o conteúdo programático, sobre questões como a ética, as leis e as normas do Jornalismo, enfim, sem querer desmerecer o conhecimento de qualquer pessoa, não dá pra acreditar que essa realidade venha culminar.

Um dos slogans que vi do SENAC em um folheto, “o caminho mais curto para o mercado de trabalho.”, é o que realmente me deixa intrigado. Porque fica clara a intenção desta instituição quanto a seus cursos em vigor. ‘Preparar para o mercado de trabalho’ - ou não é isso o que aqui se diz ?! - Confesso senti-me um tolo. Acho mesmo que o mundo está escangalhado ! Quando percebo que ao invés de se investir num conhecimento de base mais rigoroso e completo, transformando as escolas em verdadeiras universidades e as universidades como incubadoras de profissionais capacitados e de tecnologias humanizadas. Mas não, pelo contrário, o que há é uma plena desvalorização e vulgarização de um bacharelado, publicamente humilhante, enquanto se vende certificado de conclusão de 2° grau (os três anos do ‘científico’) em 2 e em até 1 mês de aprendizado. Sinto como se o navio que habito está a naufragar. E solitário, nesse universo flutuante das comunicações, a pleno naufrágio, a soltar pistolões aos céus, em busca de socorro, de ajuda, quem sabe alguns companheiros unidos não possam criar imediatamente mais estabilidade pro nosso temível navegar.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

FOTOJORNALISMO ?

Estou barbarizado, perplexo, com a tendência da ‘escolaridade’ no Brasil. Pelas ruas da cidade outdoors vendem diploma de conclusão de segundo grau com um mês de aulas ! Fico a refletir: Matemática; Física; Química; Português, Literatura e Redação; Língua estrangeira; Biologia; Geografia; História do Brasil e Geral; Sociologia e Filosofia.  Enfim, tudo em um mês. Fica claro que o interesse do Estado (Brasil) é de melhorar os índices tão negativos nas pesquisas sociais. Desculpe-me companheiro Lula Presidente da Silva, lamento se não tivestes tempo para o estudo e o parabenizo pela perseverança e inteligência ‘sócio-política’ que de ti emana, mas esse caminho da facilitação do acesso ao nível escolar é um crime contra toda disciplina e conhecimento a que tanto se lutou para popularizar. E, para engrossar o caldo, depois de o Superior Tribunal Federal dar a última facada em nosso diploma de Jornalistas (diga-se Gilmar Mendes), o SENAC de Alagoas lançou um curso de FOTOJORNALISMO em 40 horas aula (talvez inocentemente). O que me levou a essa reflexão, diante essa profissão reduzida a nível tão inferior. No curso de Jornalismo, no qual está inserida a profissão de Repórter Fotográfico (Fotojornalista), lecionam-se cadeiras como Estética e Cultura de Massa; Planejamento Gráfico; Comunicação Visual; Fotografia; Fotojornalismo; Telejornalismo; Edição; Cinema; Introdução à Pesquisa Bibliográfica e Documentação; Editoração; Produção de Vídeo; Cultura Brasileira; História da Cultura Alagoana; História de Alagoas; História da Arte; Psicologia da Comunicação; Sociologia Urbana e Rural; Publicidade e Propaganda; Legislação e Ética em Jornalismo; Antropologia Cultural; entre outras tantas, todas têm a ver com a prática do Jornalismo Fotográfico, são essenciais. É claro, bem sabemos que o ensino nas Universidades brasileiras (o Estado de Alagoas mantêm-se entre os piores índices do País) não é lá tão bom assim. Mas o acesso a todo esse conhecimento, a discussão entre os companheiros estudantes e professores, os livros, as aulas, o tempo do ser universitário (uma energia sublime que enaltece o ser), e tantas outras razões, para de repente saber que nem precisaria chegar a tanto para exercer tal profissão. Quero deixar claro que não estou a querer desvalorizar aquele que, assim como o Exmo. Presidente Lula (que são casos raros), já nasce com dons tão aguçados, com espírito de liderança e potencial de exercer determinadas funções, pelo contrário, acredito que se tivessem acesso ao conhecimento mais aprofundado de tais funções pudessem galgar num universo mais significativo, ou não. - Sei lá ! - Vejo é que o Brasil está mergulhado num universo midiático de linguagem chula, num cotidiano de costumes vulgares, numa evolução cosmopolita desumana de um trânsito neurótico e agressivo, de políticos e jurídicos corruptos e médicos receiteiros, além dos latifúndios desnecessários de matas extintas, enfim, fica aqui minha indignação, pelo sentimento de desprezo que me aflige. Percebendo que existem hoje centenas de faculdades a venderem diplomas em todo Brasil, num sistema de educação sem perspectivas claras de Mercado de Trabalho e embasamento prático, teórico e ético a 'ver navios'.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um Repórter Fotográfico 01

Já ouvi burburinhos de todo tipo sobre a profissão do Repórter Fotográfico, entre tantos de que somos folgados, petulantes demais, curiosos, carrascos, carniceiros, desalmados, enfim, por outro lado, adorados, guardiões da verdade, tradutores do indizível, fantásticos, por aí. Sem dúvidas é uma profissão digna como qualquer outra: batemos ponto, cumprimos pautas, rodamos toda cidade, viajamos, subimos em morros e descemos em grotas, pulamos muros, tudo por uma boa imagem. A essência maior de nossa profissão é a paixão pelo que fazemos. Para nós é tão ruim quanto seja para alguns que caiam em nossas pautas, em momentos difíceis, que geralmente estão envolvidos com algum tipo de contravenção - por isso nos repudiam - mas a culpa não é nossa, é deles que estão envolvidos. Lamento. É minha profissão. O que diz um assaltante na hora que aperta o gatilho pra matar outro cidadão ? O que dizem os corruptos, na surdina, quando desviam a verba pública em seus benefícios ? O que dizem os estupradores para suas vítimas ? Os pedófilos ? Os traficantes de crack e de armas ? O que dizes ? O que tens a dizer da minha profissão ? Lá estamos, olho a olho com o furacão, debruçados em postes e janelas, acocorados, deitados, estirados no chão, com os pés na lama, oras pendurados em cordas, oras sobre cordas, nessa travessia pra eternidade. Contribuímos significativamente com a História, praticamos uma Antropologia de Informação, numa linguagem universal. Na linguagem da fotografia jornalística, que se pratica no cotidiano das pessoas e das cidades, com a pressão impulsionada pela velocidade dos Meios de Comunicação, postamos o que é de fato mais realístico. Oferecendo uma compreensão mínima - chegando mesmo a um nível de se exprimir em plena compreensão - embora navegue em dúvidas nossas mentes, quando, numa primeira visualização do quadro, o olhar encontra algumas respostas suficientes e instantâneas.

No olhar do Repórter Fotográfico está todo um ‘reino’ de conhecimentos, que procura no ambiente do entorno do objeto a composição do quadro, do mesmo modo que qualquer outro Artista ou músico, operando seus instrumentos, compondo. A rotina nesse reino não se repete absolutamente, nem ao passar dos anos, todo dia as pautas são outras, numa média de três pautas no dia a dia dos 250 dias úteis do ano; são 750 pautas cumpridas. A quantidade de fotos por pauta depende muito de cada profissional. Hoje faço uma média de 500 fotos por dia trabalhado (Durante e, principalmente, entre as pautas fotografo também gente nas ruas, aspectos gerais da cidade ou dos ambientes, animais, flores, texturas, ações cotidianas, companheiros do trabalho, pautas futuras, enfim, mantenho a câmara sempre alerta). No período de um ano são acionados 375 mil clics, o que na época do filme isso seria quase impossível - É claro que boa parte dessas fotos vai, logo na primeira visualização, para o lixo (cerca de 300 mil), para num final, selecionadas e tratadas, 45 mil fotos para 3 mil publicações/ano. É claro que o equipamento que usamos é preparado para esse rojão. Esse número pode vir a ser muito maior ou um pouco menor, mas é uma média de minha experiência atual.

A Caverna na Caserna Urbana

Sempre que vejo um automóvel estacionado sobre uma calçada relembro da teoria da caverna de Platão; na condição primária da alienação do consumo; é quando penso que uma pessoa pode se tornar alienada ao conviver apenas com a própria dedução do que é certo e errado, verdadeiro e falso; quanto ao egocentrismo crônico, voltado apenas para o seu universo, onde a realidade é tomada pela aparência.
 
Guiados pela comunicação persuasiva, persistente dos segmentos mercadológicos, a tal sombra projetada na parede através da luz da fogueira na caverna, dizendo como devemos ser, o que devemos fazer, com o que nos preocupar, com o que sonhamos e principalmente com o que consumimos.  Que a condição de poder está representada hierarquicamente através da manipulação do conhecimento, da idéia, da soberania do saber. Saber ? Saber o quê, como diria Sócrates, mestre de Platão, “só sei que nada sei”.

Para Platão, deveria a humanidade sair das cavernas e ganhar a liberdade. Que o Homem que quisesse sair dali, deveria vencer seus medos, quebrar as correntes da ignorância. Que é somente através do conhecimento, sabedoria e persistência que conseguimos sair da caverna e enxergar o mundo a nossa volta.

E assim nasce um novo homem.

Uma pequena ação, que parece por vezes inocente e tola, gera outra ação danosa, vexaminosa, humilhante, degradante. Um automóvel sobre uma calçada é uma covardia com os transeuntes, tantas vezes crianças, velhos, cegos, paraplégicos, cidadãos, têm seus caminhos obstruídos por esses gigantes impostos pelo consumismo inconseqüente. Imagine um automóvel para cada ser adulto do mundo, ideologia do consumo de massa, queimando combustível, poluindo nossa atmosfera, persistindo em cidades concretas que diante esses gigantes de lata sucumbe, numa ignorância urbana, pelo excesso não programado.

Velozes, esses automóveis chegam a atingir mais que 200 quilômetros por hora, em ruas estreitas, curtas, margeadas por calçadas que transitam gente. Mas percebamos, que não há culpa nem desculpa, nada é em vão, devemos exceder os limites do conhecer, para um novo e maduro amanhecer. Porém precisamos expandir o conhecimento e a sabedoria, erguer a alto-estima pública, fazer pulsar a força da vontade e agirmos.

O Homem em sua caverna. A realidade transtornada ao seu redor, num mundo a beira do caos, na condição heterogênea da divisão das classes sociais, impondo limites à condição de renda e aos tipos de habitação, diante o colapso do transporte coletivo, na epopéia da migração rural, expulsa dos latifúndios, numa terra que outrora, virgem, habitavam índios nômades em perfeita harmonia com a natureza.

A evolução, pela ótica da “roda da fortuna” está em plena involução, implodindo em si, seduzida pelos apelos das sombras projetas no fundo das cavernas, consumindo o que lhes é ditado, interagindo como lhe é imposto, glorificando o que seja conveniente para o Mercado, esmagando os sentimentos alheios a humanidade transborda em seu ápice de alienação, não tem mais como mentir.

E assim morre um velho homem.

sábado, 13 de março de 2010

Indo 02

Uma característica nefasta de Maceió, hoje, são suas praças abandonadas, a população parece não viver mais a cidade. São tristes, sem trato, sem atrativos, sem segurança; lamentável evolução, que esquece os primórdios da essência animal do Homem, que debruçado num volante de automóvel, transformado em ser cibernético, expande rancores e desarmonia entre todos os seres; lamentável realidade, de um animal que reina sobre tudo na Terra, que manda e desmanda, que aniquila culturas, que constrói destruindo inconseqüentemente, cegamente, engolindo os engodos empurrados pelos ásperos suplícios subliminares da Mídia, conduzidos por leis que determinam a tendência do mercado, diante uma população, a ver navios, alienada, replicando o reflexo desse magma pútrido que lhes é enfiado pelos sete buracos da cabeça. Pobre humanidade, de uma burguesia fútil e uma miséria plena, heterogênea sociedade, de limites marcantes pelos semblantes expostos...

Caminhando pelas ruas do Centro, um exercício de cidadania, nos deparamos com uma desordem absoluta, ruas estreitas e excesso de automóveis, faltam árvores nas ruas, as calçadas estão sempre ocupadas com placas, automóveis ou pequenos comércios populares, quando não estão esburacadas ou com entulhos. - E quem vai ligar para isso ?!... – Os governantes e autoridades afins não passeiam pela cidade, a conhecem por um triz, não amam, não tocam, não sentem. A vida tá muito dura, o mundo tá muito quente e não há harmonia existencial. Pra quem assiste a esse desequilíbrio quântico sensorial, que intermedia essa relação desigual extremada, dos que mínguam a fome e sede e dos que mamam nas mais gordas tetas públicas, vislumbra esse caos realístico. E de quem é a culpa ? da desculpa ?...

Triste, sigo minha saga poética, sofro o que tem que sofrer, curto e que tenho que curtir, amo o que tenho que amar, sonho o que tenho que sonhar, vivo o que tenho que viver, me indigno com o que tenho que indignar, sopro o que tenho que soprar, bebo o que tenho que beber, fumo o que tenho que fumar, luto o que tenho que lutar, abraço o que tenho que abraçar, respiro o que tenho pra respirar, detesto o que tenho que detestar, enfim, nau aos ventos, relembro um verso de Edgar Allan Poe:

“Desde criança nunca fui como outros foram
Nem meus olhos nunca viram
o que outros viram.
Já que minhas paixões não têm
a mesma origem,
Não vêm da mesma fonte
as dores que me afligem”...
(E. A. Poe – Folhetim – 28/07/85)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Indo 01

Horas perdido na escuridão de si mesmo, perplexo com o nada de tudo ! Compreendo mas num comungo, blasfemo em vão, prum nada qualquer. Estúpido, irracional, transbordo plenas poesias para o absoluto alienado – a cegueira catastrófica do império Kapitalista – sem pestanejar uma sequer plenitude de luz. Escuto o doido do Hermeto Pascoal, esse vulcão em erupção permanente, ora gente ora porco, e identifico a aura poética da transparência mágica de um novo amanhecer... Me identifico ficando ou saindo confuso quando não me identifico, identidade borrada, aos 47 de leitura estou cego, a um ou dois palmos de luz, fruto do desgaste áureo do quilate da idade. Envelhecendo gradativamente gente num mundo de coisas adjacentes aos milhares a se nos oferecer. Um mercado de tudo e de muito mais a se criar, renovado a cada instante, renovando, renovando, num jogo de linguagens chulas, de reverberação subliminar, envolvendo pela persistência, envolvendo o pensamento com o compromisso pleno da verdade absoluta. Verdade desse mercado. Produto desse mercado: Kapitalismo. Uma mentira contada mil vezes vira verdade. A hipocrisia plena. Contínua. Por um Sistema implantado na cultura global da civilização. Então me questiono: Pra que escrever?!... Por quê?!... Por quem?!... Se por um determinado instante refiro-me a um ínfimo como pleno e a um pleno como ínfimo!?... Nessas medidas hierarquizadas, do quadradismo dos versos retos, no malabarismo quântico, multilateral, de toda essa babaquice produzida por esse sistema crônico, inconsequente, impiedoso, onde tudo é reflexo do valor do próximo, do outro lado da moeda, da cara e da coroa, numa gangorra com milhares de tetáculos, obedecidos pelo peso do poder. Quando refiro-me aos deuses, rogando toda náusea por esse navegar tão tortuoso, todo silêncio se expande pelo universo sem eco, sem reverberação, sem fim, sem respostas.

lástima

Horas presos, horas livres, horas bolas... Acho que desencantei das verdades; chutei o balde das vaidades; fujo das beldades; me enclausurei num cubículo familiar (que é hoje meu universo absoluto); Escravo do Kapitalismo, na ponta de lança prum próximo chute qualquer. Onde está o Chico ? A Chica ? O Plutônio ? A Baba ? A Borra ? A Porra ? A essência magna do Graal ?... Perdi os sentidos múltiplos da irmandade... triste e feliz... comungo um mundo de paz e guerra... sozinho... Saudade do que tanto quis... Não sei mais o que quero... Hummm... Sou um vulto em vão, um anjo esquecido pelos deuses, contra tudo no mundo.

Cancão da Terra - Earth Song

Earth Song
(Michael Jackson)

Assista o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=oJEqJ9yALx8

Legendas tradução
Daniel Jackson (danielnevees@hotmail.com) 1996

Como fica o nascer do sol ?
Como fica a chuva ?
Como ficam todas as coisas que você disse que ganharíamos ?
Como ficam os campos de extermínio ?
Não teremos um descanso ?
Como ficam todas as coisas que você disse que eram minhas e suas ?
Você já parou pra pensar ?
Em todo sangue que já derramamos.
Você já parou pra pensar ?
A Terra e os Mares choram em prantos.

Ah, Ah, Ah, Ôô...
Uuu, uu..

O que fizemos com o mundo ?
Veja o que fizemos.
Como fica toda paz que Você prometeu a seu único filho ?
Como ficam os campos floridos ?
Vamos ter um descanso ?
Como ficam todos os sonhos que você disse que eram meus e seus ?
Você já parou pra pensar ?
Em todas as crianças mortas na guerra.
Você já parou pra pensar ?
A Terra e os Mares choram em prantos.

Ah, Ah, Ah, Ôô...
Uuu, uu..

Como fica o passado ?
(Como fica a gente ?)
Como ficam os mares ?
(Como fica a gente ?)
Os paraísos estão desmoronando !
(Como fica a gente ?)
Não posso nem respirar.
(Como fica a gente ?)
E a Terra sangrando ?
(Como fica a gente ?)
Preciso de Você.
(Como fica a gente ?)
Como fica o valor da natureza ?
Esse planeta é nosso ventre.

Ah, Ah, Ah, Ôô...
Uuu, uu..

Como ficam os animais ?
(Como que ficam ?)
Transformamos seus reinos em pó.
(Como fica a gente ?)
Como ficam os elefantes ?
(Como fica a gente ?)
Será que perdemos a confiança deles ?
(Como fica a gente ?)
Como ficam as baleias chorando ?
(Como fica a gente ?)
Nós enfurecemos o Mar !
(Como fica a gente ?)
Como ficam as trilhas florestais ?
(Como fica a gente ?)
Queimaram ignorando nossos protestos.
(Como fica a gente ?)
Como fica a Terra Sagrada ?
(Como fica a gente ?)
Rasgada ao meio pelos dogmas.
(Como fica a gente ?)
Como fica o homem comum ?
(Como fica a gente ?)
Não podemos libertá-los ?
(Como fica a gente ?)
Como ficam as crianças morrendo ?
(Como fica a gente ?)
Você não os ouve chorar ?
(Como fica a gente ?)
Ande foi que erramos ?
Alguém me diz porquê ?...

Como ficam os bebês ?
(Como que ficam ?)
Como ficam os dias ?
(Como fica a gente ?)
Como fica toda alegria deles ?
(Como fica a gente ?)
Como fica o Homem ?
(Como fica a gente ?)
Como fica o Homem chorando ?
(Como fica a gente ?)
Como fica Abraão ?
(Como fica a gente ?)
Como fica a morte de novo ?
Nós damos a mínima ?

Ah, Ah, Ah, Ôô...
Uuu, uu..

(Heal The World Foundation)
- Este clipe foi filmado em 4 continentes. Todos apresentam destruição pelo Homem e sua tecnologia: Floresta Amazônica / Croácia / Tanzânia / Nova York.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Por onde anda Marinilda ?


Esquecimento são lapsos da memória, é o arquivo vivo que habita as lembranças, adormecido, um fichário de sentidos e sentimentos plenos que move a inconsciência no instante em que algum momento do passado ressuscita, no silêncio da palavra, reacendendo tudo que fôra um dia vivo, perdido no espaço do tempo vivido, que só está esquecida nos sonhos e na realidade...

Pessoas, lugares, cheiros, sensações, vultos... Espectros sublimes que abordam também o bem e o mal: dos sons que reverberam, das imagens recheadas de sentimentos difusos, das fragrâncias etéreas, dos sabores, das percepções, do inimaginável... Saudade...

Por onde anda Marinilda ?...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

As calçadas

O Sistema de Transporte e Convívio Urbano em Maceió é de se ver pra crer; A educação dos motoristas quanto aos pedestres até parece brincadeira de mau gosto; A ocupação das calçadas – desde vendedores ambulantes à Placas fixas e é claro como estacionamento; O número de veículos particulares nas ruas é alarmante; As paradas de ônibus não têm sombras, nem abrigos suficientes; As calçadas são desniveladas, despadronizadas, cheias de entulhos, restos de obras e pedaços de placas arrancadas; enfim, a era do Homem Máquina já é real. As pessoas não vivem a cidade, trafegam por ela. Os Homens do poder navegam em suas super máquinas, que mal cabem nas vagas para automóveis, com vidro fumê e janelas fechadas, no ar-condicionado, grudados em seus celulares, não enxergam um palmo de vida ao seu redor. É triste assistir a toda essa falta de interesse público pelo que é legitimamente do Povo.